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André Vianco — O Vampiro-Rei — vol 2. Ao menos algum est feliz em nossa vila disse ela para Jeliath. Para Jeliath, a conquista tinha sido dupla. Glaucia sorriu e bagunou o cabelo da pequena. EStou procurando: O Chalaça e a Republica dos bugres. Isaac Asimov — O Despertar dos Deuses. Ó bem amado Saint Germain! De Bolso pdf Fitzgerald, F. Como fui estpido! Como faço? Eu no quero que acontea de novo. O aplicativo que a Renata tinha mostrado era Havia muita tristeza no ar por causa da doença de Henrique. Uma Estranha Realidade. Other than that, everything else was on key.

Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata. 17 de jul de Download Grátis - Livro - Os Sete (André Vianco) mistério, romance, literatura estrangeira, grátis para baixar, pdf | Baixar Livros Grátis. Baixar Livro Os Sete - André Vianco em PDF, ePub e Mobi ou ler online. A Reason to the breathe Mundo Dos Livros, Melhores Livros, Nerd De Livros. André Vianco O VAMPIRO-REI Vol. I Este livro é dedicado às minhas irmãs Lígia e Marina. Agradeço, do fundo do coração, a toda equipe da. PDF] André Vianco A Casa Existe um lugar onde todos têm direito a (Câmara Brasileira do Livro,SP,Brasil) Vianco, André A Casa: existe um.

Sim, senhora. As duas se levantaram do gramado, espalmando pernas e ndegas, removendo folhas e gravetos que tinham aderido s roupas. E quero assistir ao novo Pnico em Marte.

Glaucia olhou para Doralice erguendo a sobrancelha. A senhora tem idade para assistir a isso? Doralice ergueu os ombros. Glaucia levantou o celular e falou: Assistente, classificao indicativa de Pnico em Marte e horrio das prximas sesses, por favor.

Procurando, doutora Glaucia respondeu a voz automtica do assistente virtual. Classificao indicativa para Pnico em Marte de dezesseis anos.

Glaucia torceu os lbios e encarou a pequena, que juntou as mos em forma de prece. Por favor, tia! Por favor! Assistente, uma meia e uma inteira para a sesso das no Shopping Villa-Lobos, por favor. Carto de crdito American Express cadastrado.

Perfeitamente, doutora Glaucia. Entradas adquiridas para a sesso das no Shopping Villa-Lobos, confirmado. Certificao pelo sistema de reconhecimento de voz. Ok, assistente. Glaucia baixou o celular e sorriu para a sobrinha. Que maravilha! Eu vi o trailer, tia. Os astronautas-soldados esto presos numa base de colonizao marciana, mas a surgem vampiros espaciais que querem tomar a base.

S que os vampiros no contavam com as armas dos astronautas, que so soldados tambm. Tem um monto de exploses e tiros nesse filme, tia! Temos pouco tempo para achar a jaqueta perfeita agora, astronauta-soldado Doralice!

As duas correram at o carro estacionado na entrada do parque. Nunca tive medo de ter que seguir com elas, Parten, mas a veio esse pesadelo e me deixou apavorada queixou-se Thaidena, crispando o rosto, rememorando a viso que teve durante o sono. Eu s via pedaos de corpos, para todos os lados, nossos amigos e vizinhos gritando e elas, as feiticeiras, congeladas no ar, olhando para aquele lago de sangue e morte e eu no conseguia fazer nada, nada!

Era como se eu estivesse presa, amarrada, no conseguia ajudar ningum. Foi algo horrvel para mim. O namorado suspirou fundo e encarou os olhos dela. Nunca tinha visto Thaidena to agoniada com um pesadelo, mas sabia que, se ela realmente estivesse naquela situao de paralisia, teria vivido no pesadelo uma tortura impossvel de medir.

Eu no estava preocupada comigo, Parten. S queria poder fazer alguma coisa! Nunca tive medo de ir ao Combatheon, ser escolhida pelas feiticeiras e marchar como uma soldado atrs do meu deus de guerra, mas agora estou apavorada!

Voc consegue entender? Eu no fui apontado por nenhuma delas, Thaidena, nunca. Talvez voc no seja escolhida tambm e possa ficar aqui comigo, onde muito mais seguro. Quando elas comeam a voar e deixam o Hangar para escolher, sinto um frio na barriga, uma angstia.

Isso medo, disso eu entendo! No estou com medo, Parten! Ser que vou ser uma boa soldado um dia? Quando elas ganharem a cor do prximo deus de guerra e vierem atrs de ns, nos cheirando, farejando nossas vsceras, procurando em nossos olhos aqueles que dariam bons guerreiros ou bons construtores Ou boas feiticeiras tambm, elas encontram vrias feiticeiras que esto escondidas nesses corpinhos disfarados de meninas normais.

Dartana - Andre goedkoopopvakantie.info

Thaidena balanou a cabea em uma negativa e tirou a faca da bainha de couro presa na canela. Cheiro de feiticeira eu no tenho. D o que fazer quando tento apanhar uma caa para engrossar o caldo da janta de minha casa. S correm!

Tambm nunca tive o menor jeito em arrumar ou inventar qualquer coisa que prestasse. Nunca tive um lampejo como o Jeliath teve. Na famlia dele sempre aparecem construtores. Os irmos dele construam. Hanna inventava coisas de vez em quando. S me resta ser uma soldado. Temo no estar preparada e ser mais estorvo do que til.

J coragem para tacar pedras contra o bando de Jout nunca faltou. Nem fale daquele sujeito insuportvel que meu corao parece que vai pular pela boca. Tenho vontade de agarrar aquele estpido pelo pescoo e afundar minha faca de caa naquela garganta bonita dele. Agora ele tem uma garganta bonita? Eu quis dizer que ele fala demais, Parten. Para de ciumeira. Ento aquieta seu peito.

Respira fundo. As feiticeiras no vo perder tempo olhando para uma magrela como voc. No forte para combater ao lado de um deus de guerra. Olha quem fala! At parece que voc uma montanha de msculos, Parten! O rapaz franziu a testa e exibiu o brao forte. Parten no era um brutamontes, mas, como todo garoto da sua idade, tinha o corpo marcado pela musculatura que se desenvolvia e chamava a ateno das meninas de Dartana.

Minha me estava morrendo de medo que elas me chamassem para ser soldado. Mas, felizmente, at agora no fui chamado. Elas no me quiseram.

E pelo amor do deus de guerra que caminhar pelo desfiladeiro, no vo me chamar mais! Estou livre! Primeiro preciso existir um novo deus de guerra, Parten. S assim poderemos marchar para o Combatheon. Toro para que ele demore e para que eu seja velho demais para ir para a guerra. Prefiro ficar aqui, com as pessoas que eu gosto, com voc, do que me arriscar do outro lado da luz, num lugar que nem sei se existe mesmo.

Thaidena ergueu as sobrancelhas e curvou a boca. Elas esto comeando a ficar agitadas, meu amor. Talvez voc no tenha tanta sorte. As feiticeiras? Mas elas ainda esto presas ao cho quando saem do Hangar.

Se elas acenderem, a sim, eu vou ficar preocupado. Eu ficaria feliz. Tenho medo de ir, tenho medo de morrer, mas eu sei que s assim poderemos ajudar nossa gente. S colocando nossos braos para lutar ao lado do nosso deus.

J no tenho tanta certeza. Fico pensando se existe mesmo um outro lado. J voc tem certeza por ns dois! Thaidena riu do comentrio do namorado, levantando-se do gramado e limpando as folhas e gravetos que aderiram ao corpo, colocando sua faca de caa na bainha. Parten tambm se levantou e espreguiou-se. Som de besouros voando e o chilrear das aves no entorno encheram-nos de realidade. J hora de voltar? J passou da hora do almoo e fiquei aqui tagarelando com voc a manh toda sem conseguir um nico bichinho para forrar a barriga.

O jeito vai ser ir at as feni-voadoras, pegar um pouco de feni. Boa sorte. Eu no chego perto daquelas colmeias por doce nenhum. Da ltima vez que fui com voc, elas quase me picaram disse o rapaz abraando a cintura da namorada. Thaidena riu novamente, olhando para o namorado. Voc nem chegou perto delas, Parten!

Estou vendo que as feiticeiras fizeram bem em no te chamar para ajudar nosso exrcito. Voc s iria atrapalhar com essa bravura toda. No nasci para ser soldado, Thaidena. No consigo nem matar pssaros para comer. Fico pensando que o bichinho pode ser a me de um monte de outros passarinhos e no tenho coragem de mat-lo.

Pode deixar, valento, se eu conseguir um bom punhado de feni, eu levo um pouco pra voc adoar a boca e encher a barriga. Os dois riram novamente at que Thaidena calou-se e ficou com os olhos nervosos fitando o namorado, que a segurou pelo brao mais uma vez.

Quando chegar a hora, fica quietinha. No olhe as feiticeiras nos olhos. Acho que elas ainda no querem soldados. No tem nenhum sinal de que um deus novo surgir no Hangar. Bem que eu queria um deus novo, Parten. Dartana precisa disso.

Precisa de esperana. As crianas esto morrendo com o Mal do Peito e os adultos esto indo atrs delas com o desespero. Toda vez que chega um deus novo ao Hangar, o desespero murcha e a esperana volta para nossa gente. Temos no que acreditar de novo. Eu sei, Thaidena.

Mas todo mundo fala das marchas antigas. Nunca nosso deus venceu a guerra do Combatheon. Mas temos que acreditar, Parten! Talvez as coisas mudem com o prximo deus de guerra. Tenho f que nosso prximo deus ir nos livrar dessa maldio, que tapa nossos olhos e nossas mentes. Acredito tanto nisso que s vezes me divido. Como assim? Se divide? Voc est falando difcil, igual s feiticeiras. Voc no?

De jeito nenhum. Eu quero ficar aqui, com meus amigos, com minha me. E voc no deveria nem pensar nisso. Livre-me de passar por aquele Porto de Batalha. Jout disse que do outro lado no deve existir nada. Que essa marcha uma iluso que as feiticeiras colocam em nossa cabea s para nos controlar. E por que elas mandariam tanta gente atrs de uma iluso, Parten? Que controle esse que esvazia nosso mundo e leva embora nossa gente?

Elas querem que a gente sinta medo e que fique aqui, ao redor do Hangar, servindo-as e vivendo de seus presentes, como essa sua faca com a cinta de couro na canela. Se s elas tiverem o controle do saber, ns faremos tudo por elas. Thaidena no respondeu. Continuaram descendo a suave colina relvada, afastando-se das rvores da floresta, enquanto ela pensava no que Parten havia dito.

Seu intelecto reduzido no a ajudava a encontrar palavras para rebater aquele pensamento idiota de Jout. Ele era o mais esperto de seus amigos, mas sua revolta contra a marcha do deus de guerra a deixava confusa e isso acabara por afast-los. Thaidena sabia que Parten no era um dartana corajoso.

Ela no ligava, pois sabia que ela teria coragem o suficiente para os dois quando a hora chegasse. Poucos minutos depois, quando chegaram trilha do vilarejo, encontraram Eldora, a irm mais nova de Dabby nne. A jovem dartana disse que as feiticeiras estavam rondando os casebres e as grutas onde viviam as pessoas aos ps do monte Ji-Hau para que se apresentassem no Hangar.

Elas tinham comeado a escolher. Ento verdade, Eldora? Um novo deus de guerra est a caminho de Dartana? A jovenzinha ainda no tinha tamanho para ser uma guerreira ou mesmo ser escolhida e treinada como feiticeira, mas j sofria com o temor da partida dos demais, do afastamento eterno a que eram submetidos os que iam e os que ficavam.

A me de todos os deuses depositou sua semente no Hangar de Dartana. Um deus vir. Parten sentiu o sangue gelar nas veias. Tinha pavor da guerra. Tinha medo de ter um dedo apontado para sua fua e ser obrigado a marchar atrs do exrcito de sua terra, mas, acima de tudo, tinha medo de ficar sem Thaidena. Elas j acenderam? Eldora balanou a cabea em negativa.

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Agora que o deus de guerra est no bero, no vai demorar para que acendam e rasguem os cus de nossa terra, deixando luz por onde passam. Iria ao Hangar das feiticeiras. Precisava saber, agora, se seria ou no escolhida para ajudar o exrcito de Dartana na marcha que no tardaria a comear. Parten suspirou fundo e apertou os braos da namorada, num misto de abrao e aflio, tentando quebrar a tenso daquela hora. Ela se soltou quando a fila andou. O sol alaranjado estava no alto do cu, transformando aos poucos o ar do descampado ao redor numa manta sufocante.

O suor descia dos cabelos castanhos e emaranhados de Thaidena em gotas grossas, despontando atravs de madeixas castanhas. A garota dartana era alta e forte, quase da mesma altura do namorado. O corpo, talhado pelas longas caminhadas para coletar frutas e pelas caadas na floresta no entorno de Daargrad, conferia uma magntica imponncia silhueta de Thaidena.

Sua pele era morena e bronzeada, e seu rosto era harmonioso e atraente, dotado de lbios largos e finos e olhos castanhos e serenos. Por ser aplicada, em sua casa sempre havia comida suficiente para o dia, recorrendo poucas vezes massa comum doada aos famintos pelas feiticeiras de Dartana. Tudo bem que em sua casa s viviam ela e uma irm e que nunca viam um banquete, mas estavam longe de serem as nicas tocadas pela misria, e tambm longe de morrerem de fome.

Tinham o que bastava. O desamparo era uma marca daquele mundo, onde as pessoas no conseguiam estocar comida nem criar rebanhos, sobrevivendo do que apanhavam nas florestas e bosques, os mais fracos das carcaas que tombavam beira do rio e da massa comum que as feiticeiras proviam e distribuam pela manh em frente ao Hangar, e que nunca era suficiente para alimentar a todos que tentavam viver no entorno da casa divina.

Essa incapacidade de evoluir transformava todo aquele amontoado de pessoas num aglomerado de miserveis, que apenas assistiam a uma incessante e frustrante sucesso de alvoradas e crepsculos, desesperanados, vendo aflorar uma centelha de alento quando um deus de guerra surgia no Hangar, porque sabiam que tinham um novo guerreiro para o qual marchar rumo a outro mundo para lutar por suas almas. Quando o deus de guerra caminhava, a centelha se transformava e a esperana ardia em cada dartana, agora imbudos da esperana de um dia dar o direito ao povo daquela terra de evoluir e legar um futuro melhor e menos sofrido aos descendentes.

O divino tinha aquele efeito inebriante de terror e euforia, costurando linhas que uniam os habitantes da escura Dartana e um dia os levariam ao encontro do sublime. Thaidena deu mais um passo quando a fila se moveu, ficando cada vez mais prxima da entrada do Hangar de pedras das feiticeiras e mais prxima ainda da angstia e da resposta. Ela queria seguir. Queria ajudar o seu povo e o seu campeo. Ali onde estavam era bem diferente da mata em que tinham passado a tarde conversando e rindo.

O silncio e a calma da colina relvada foram trocados pela balbrdia das pessoas que passavam no entorno do Hangar das feiticeiras, das crianas correndo, sujas, prximas s barracas que se juntavam nas vielas do acampamento de Daargrad e pelo fedor do esgoto empoado nas canaletas. Eu sei que a maioria de ns treme por dentro quando est chegando a hora, Parten, mas algo me diz que dessa vez venceremos, meu amor.

Fico dividida entre ficar com minha irm e com todos os outros que no querem lutar, s para assistir s mudanas que se daro em nosso mundo, e ir atrs do nosso deus de guerra e combater cada batalha ao lado de todos aqueles que faro a mudana acontecer. Voc no ser escolhida, Thaidena. Ficar aqui, ao meu lado. E se tem tanta f de que nosso deus de guerra ser o vencedor dessa vez, fique comigo, e faa como voc mesma disse.

Fique e veja o que mudar. As feiticeiras dizem que nossas cabeas conseguiro aprender as coisas que elas sabem. Seremos to carregados de conhecimento quanto os deuses que surgem aqui. Elas sempre contaram isso nas junes. Thaidena passou a mo no rosto de Parten e sorriu para o namorado. Para que isso acontea, precisamos ter muita gente boa lutando do lado de l, Parten.

Nosso exrcito vai precisar de tanta ajuda quanto for possvel. Thaidena fez uma pausa olhando para as pessoas na fila e para as que andavam nas vielas miserveis de Daargrad, muitas delas com os ossos visveis por culpa da fome, e ento voltou a olhar para Parten.

Eu simplesmente no vou conseguir ficar aqui, Parten.

Meu destino ajudar. A cada passo que damos nessa fila, minha barriga gela, porque essa certeza comea a crescer. Todos ficam entusiasmados quando as feiticeiras acendem na cor de luz do novo deus, mas depois todos so engolidos por aquela parede iluminada. Ningum volta e nada muda em Dartana. Nada acontece. Voc est parecendo o Jout. Ele um homem sem f, Parten.

Voc precisa crer em nosso deus para que as coisas se modifiquem. Se no acreditarmos em nosso deus de guerra, nosso mundo ficar sempre na mesma! As crianas continuaro sendo levadas pelas doenas e ningum poder fazer nada para transformar isso. Como voc pode ter certeza de que existe alguma coisa do outro lado do Porto de Batalha?

Ningum voltou de l para nos provar que o que as feiticeiras nos contam verdade, e que esses deuses que se levantam no Hangar no so uma iluso. A garota guardou silncio. No sabia o que pensar. Um deus de guerra sem preces seria um deus de guerra sem energia para combater. A crena no poder do deus era uma coisa viva que emanava de cada dartana quando esses colocavam os joelhos no cho, ligados terra, e lanavam preces a seu deus. Essa f alimentava o deus como a massa comum alimentava a carne.

Quando Jout comeou a repetir sua suspeita para todos que tinham ouvidos, acabou se retirando de Daargrad, pois a maioria dos crentes que se prostravam diante das feiticeiras, cegos pela f, comearam a persegui-lo pelas ruas e a atirar-lhe pedras, querendo calar a voz dele. Jout sofria porque aquele nico pensamento tinha vindo a sua cabea. Uma suspeita. Uma pergunta para a qual ningum tinha resposta. Ele no pensava mais do que as feiticeiras!

Ele sequer pensava direito. Tinha raiva de sua ignorncia, mas no conseguia calar aquela pergunta em sua cabea. E se no houver nada l do outro lado do Porto de Batalha? Por que ningum nunca voltou do Combatheon? Seria tudo uma farsa? Uma enganao imposta pelas feiticeiras para controlar os que viviam as penrias ao redor do Hangar de pedras?

Jout sentia-se diferente dos demais, mas no se alegrava com isso. Queria nunca ter tido a dvida. Queria ter a f cega e marchar atrs do prximo deus de guerra como todos fariam, mas no podia deixar que fizessem isso. As junes, a promessa de libertao, os prprios deuses de guerra, era tudo uma iluso. Jout, o rebelde, retirou-se para a floresta, passando a viver apartado das feiticeiras.

Tinha um casebre no meio das rvores, por conta de um presente que elas tinham legado a sua famlia geraes atrs por enviarem tantos membros para os deuses de guerra. Na sua casa no havia famlia, o que certamente tinha sido a semente para essa discrdia, a fissura em sua alma por onde a dvida se infiltrou. Jout cresceu sozinho naquele lugar desde os doze anos, quando o irmo mais velho partiu atrs de Starr-gal. O pequeno Jout era ainda uma criana e se tornou coletor de frutas para sobreviver.

Ele se ajoelhava diante do Hangar das feiticeiras, implorando por massa comum. S mais tarde permitiram que se tornasse lenhador, carregando seu machado pelas florestas ao redor, abastecendo sua casa e tambm o Hangar com a madeira que coletava.

Quando cresceu, com a casa e o corao vazios, Jout comeou a ouvir a pergunta batendo em sua cabea, persistindo e corroendo sua adorao pelas feiticeiras. A dvida germinava: haveria mesmo algo de bom naquela marcha? Deprimiu-se, ficando semanas sem sair de casa, com a barriga roncando e sendo visitado pela voz. A voz que insistia na pergunta. A voz que o apartava das feiticeiras.

A voz s se calou quando ele se levantou do casebre e emprestou sua boca para lanar a indagao aos outros. Jout voltou a se alimentar e se fortaleceu, longe das feiticeiras, evitando- as, ignorando o chamado para as junes. Era muito comum ver Jout e seu bando deixarem o casebre para trs e enveredarem pelas encostas do Desfiladeiro da Partida, fazendo fogueiras e conversando a noite toda, vislumbrando um jeito de deter o poder das feiticeiras e provar que eles, os mortais, estavam mais prximos da verdade com suas incertezas.

E era frustrante. Ao redor do fogo, sempre que um plano se formava em sua cabea, Jout, dono de uma sagacidade incrvel, se comparado a qualquer outro dartana, sentia esse fio de ideias e concluses se dissolver quando a noite chegava.

Agora, a fila de seleo seguia adiante, levando Thaidena, Parten e mais um grupo enorme de miserveis adiante. As feiticeiras de Dartana j podiam ser vistas, paradas em cima das colunas de rochas que demarcavam a entrada para o Hangar. Trajavam tnicas brancas, encardidas pelo tempo, com as barras sujas e esfarrapadas, e olhavam do alto os rostos que se amontoavam na fila. Sem dizer nada, as feiticeiras apontavam um ou outro, separando pais de filhos, esposas de maridos, irmos de irmos, esfarelando famlias, alimentando o estmago insacivel do monstro que era a marcha ao Combatheon com as vidas tristes daqueles pobres miserveis selecionados.

Os escolhidos tinham de entrar no Hangar; depois, seriam separados do resto da populao para comear o preparo para a marcha, como soldados, construtores ou feiticeiras novatas. Essas trs classes de guerreiros que tornavam a marcha possvel, cada equipe cumprindo seu papel no campo de batalha, servindo ao glorioso deus de guerra que lutaria at a morte para defender a terra e libertar o povo em troca da adorao de um mundo inteiro aos seus feitos, e, esses guerreiros, que marchariam a seu lado, seriam chamados de sua legio, de campees, e teriam a honra de existir para todo o sempre ao lado do grande deus de Dartana.

Aquela legio de libertadores atuaria no campo de batalha de forma organizada, os soldados eram os guerreiros que, empunhando espadas e novas armas, deveriam proteger os construtores e as feiticeiras, ao manter os guerreiros inimigos afastados do seu deus de guerra a qualquer preo. Os construtores deveriam ficar prximos ao deus de guerra, no incio do combate; as feiticeiras, nas junes, diziam que em algum momento o deus visitaria as estrelas para aprender a construir armas novas, ficando vulnervel durante o tempo em que a visita de seus olhos faria a outros mundos e dependeria, naquele momento, da defesa dos seus guerreiros.

Quando o deus de guerra voltasse a abrir os olhos, conclamaria os construtores para construir, diriam as feiticeiras, porque elas eram as nicas que entendiam as palavras dos deuses de guerra, e elas transmitiriam aos construtores as instrues para criar a arma nova que o deus de guerra tinha visto em outro mundo atravs de seus jarros. No cho mgico do Combatheon, os construtores estariam livres da maldio do pensamento e naquele novo lugar, ao mesmo tempo mstico e sombrio, sua mente estaria livre para aprender, para entender o que as feiticeiras falavam e conseguiriam juntar os ingredientes e as peas, como se um toque do deus entrasse em sua cabea e as fizesse entender e imitar as armas enxergadas em outras estrelas.

Durante esse tempo, seria crucial que os soldados protegessem as feiticeiras, j que eram as nicas que falavam com os deuses e tambm as que tinham poder para curar os soldados feridos nos campos de batalha. Por isso, caso perdesse suas feiticeiras, o exrcito estaria condenado, pois nenhum construtor entenderia as ordens de seu deus. Se ficasse sem construtores, igualmente estaria perdido, pois nenhum soldado construiria to rpido quanto um construtor; e se ficasse sem soldados, todo o exrcito desmoronaria quando fosse necessrio defender o deus de guerra no momento em que ele congelasse os movimentos para se conectar com os jarros atravs do imenso manto de estrelas.

As feiticeiras ensinavam que todos deveriam lutar por todos para manterem o deus de guerra em marcha. Um por todos e todos por um. Thaidena e Parten seguraram a respirao quando se aproximaram das imensas pedras que circundavam a entrada do Hangar das feiticeiras. Eram grandes rochas colocadas ali, como pilares e vigas, cada travesso era feito de uma pea cinzenta e inteiria, formando em seu conjunto uma curva.

Segundo as feiticeiras, a formao circular de rochas existia desde sempre, colocada na semente de cada mundo, para que cada mundo existente no universo crescesse e tivesse a chance de um dia ver um deus de guerra surgir e marchar para libertar seu povo da maldio do pensamento.

Dali de onde estavam, j podiam escutar o choro dos que chegavam frente e eram escolhidos. Ouviam a marcha dos que se afastavam e as vozes das conectadas ao divino. As estranhas mulheres que cuidavam do Hangar em que os deuses de Dartana germinavam de tempos em tempos.

Eram criaturas temidas por muitos, acumulando uma mistura estranha de atrao e medo quando percebidas. Eram seres curiosos que traziam presentes ou condenao; agora era o tempo da condenao. Apontavam para quem deveria marchar com o exrcito de miserveis, para que todos buscassem um futuro melhor, perseguindo os passos do deus de guerra. Diziam que os escolhidos deveriam erguer o rosto e se orgulhar de terem a chance de serem provados ao lado do deus de guerra.

Quando a energia ficava mais forte, e elas comeavam a brilhar na cor do deus vindouro, elas tambm flutuavam como nuvens ou como pssaros assombrados tocados pelo sol. Seus olhos eram estreitos e amendoados, quase sempre ocultos por uma fuligem negra que cobria a pele, formando mscaras, e ento mudavam de cor. Eram as mentoras que tentavam e insistiam para que Dartana no sucumbisse sob seus cacos de vez.

Elas pediam que todos se mantivessem agrupados, indo, insistentes, de vila em vila, de casa em casa, dizendo aos moradores que era preciso ter coragem, que era preciso acreditar no deus de guerra de Dartana, que um dia se levantaria do Hangar, trazendo mais uma vez um rio de esperana para os coraes daquele mundo escuro.

Um deus que libertaria Dartana da maldio que mantinha homens e mulheres de toda a terra conhecida envoltos pelo vu que roubava o entendimento.

Havia prova de que os pensamentos elevados existiam, pois de vez em quando um ou outro ser vivente de Dartana sentia o calor e o espocar de uma ideia na mente, o florescer e a agonia do pensar. Ainda que fossem sementes que no produziam mais frutos do que aquele simples cintilar da existncia de todo um mundo de conhecimento e sabedoria, resultando em uma simples montagem de uma cerca, de um cabresto para um animal ou uma arma para a caada que jamais era replicada, essas brasas de pensamento faziam o povo ficar admirado e crente de que o que as feiticeiras falavam nas junes era verdade e que um dia haveria um campeo desperto no Hangar, que sobrepujaria deuses guerreiros de outros mundos e seria o libertador de Dartana.

Ento, por ora, elas levavam luz em forma de candeias para dentro dos lares de algumas famlias agraciadas com sua ateno, ensinando a alguns raros crebros, que conseguiam apreender alguma coisa do que lhes era dito, como extrair a gordura de haitas ou cabras, de gado ou qualquer outro bicho, para que fosse colocada dentro dos potes que mantinham a chama viva, fazendo assim perdurar o fogo.

Essas pessoas eram marcadas e distintas entre os outros dartanas, posto que, uma vez tocadas pelas feiticeiras, recebiam uma graa e podiam, algumas vezes, ajudar quem vivia ao redor com o reduzido conhecimento recebido como ddiva. Nem todos sorriam e se alegravam ao serem presenteados, uma vez que sabiam que um dia o presente de saber seria cobrado, e os que conseguiam reter a ddiva seriam alistados como construtores de Dartana.

Figuras ambguas eram as feiticeiras que, de tempos em tempos, erguiam paredes, ainda que simples, de pau e barro, transformando-as em habitaes que abrigavam no mesmo cmodo de cinco a quinze membros de uma mesma famlia, quando no mais. Era espantoso v-las fazendo o cho se abrir e os galhos de rvores se entrelaarem, elevando as paredes e depois cobrindo os telhados, chamando-as ao final de casas. Casas que ficavam apinhadas de gente, mas forneciam proteo e um abrigo que podia ser chamado de lar.

As criaturas voadoras e mgicas exalavam esse perfume doce de uma das mos e espalhavam espinhos pelo caminho com a outra, primeiro o presente, depois o fardo, posto que a maldio nunca cessava e sempre um deus novo surgia para carregar consigo mais vidas atrs da inescapvel marcha.

Colossos impressionantes, em altura e msculos, em energia e divindade, seguidos por milhares de soldados, construtores e feiticeiras que garantiriam seu caminho vitria. Sempre que um novo exrcito marchava, desaparecendo engolido pelo Porto de Batalha, que se apagava assim que o ltimo guerreiro cruzava sua luz, uma dzia de feiticeiras ficava para trs. Eram elas que distribuam esperana e conforto aos lares espatifados, violentados pela separao de seus membros, com filhos doentes sendo carcomidos pelo Mal do Peito, que assolava os infantes de toda Dartana, ao cuidado de mes chorosas que ficavam ao lado das crianas at que o calor da vida abandonasse seus corpos, sem ter remdio que solucionasse aquela enfermidade, a nica que as feiticeiras no podiam dar conta com suas ervas.

Os habitantes daquela terra no tinham noo do que era um mundo, pois em Dartana ningum navegava, ningum ousava vencer as grandes guas que rodeavam toda a terra, nem persistia nas longas caminhadas em todas as direes em que j tinham arriscado se afastar, na esperana de encontrar o conhecimento aps uma montanha, sendo vencidos pelos cumes do Ji-Hau, pelo frio e a neve, ou incapacitados pela falta dgua nos longos desertos; retornavam ou morriam sem frutos e sem novas perspectivas.

Apesar da imensido das terras que tinham ao redor, a grande maioria dos dartanas vivia e morria nos arredores do Hangar, ilhados em meio misria e tristeza. Os que eram escolhidos para a marcha confortavam os que ficavam para trs, pois entendiam, aps os discursos das feiticeiras, que era misso de cada um que respirava dar mais esperana aos que ficavam, pois seriam esses, deixados na escurido de Dartana, que construiriam um mundo melhor aps a vitria do grande deus de guerra.

Esse entendimento era provido pela me Variatu, que tocava a alma de cada dartana quando nascia, fazendo seus coraes entenderem os outros coraes. O resto eram sombras. Por isso, as feiticeiras entoavam nas junes que precisavam de heris no Combatheon.

Pessoas com capacidade para erguer as mais gloriosas armas para o deus de guerra de Dartana. De mulheres e homens valentes para construir armas e dizimar os exrcitos inimigos, de feiticeiras para manter o exrcito como um s, e de soldados que vencessem os adversrios, abrindo caminho para o deus de Dartana sagrar-se campeo.

E quando Jout e os mais descrentes perguntavam como as cabeas inteis de Dartana poderiam construir qualquer coisa para um deus, elas, as feiticeiras, tornavam a repetir o que sempre anunciaram: O deus de guerra prover conhecimento. Explodiam urras e exclamaes, vozes vidas imploravam para que um deus de guerra chegasse logo, para que marchassem atrs daquele novo senhor em busca de salvao para seu mundo. Outros clamavam por uma chance de entrar no Combatheon e fazer qualquer coisa que fosse diferente daquela vida miservel e tediosa, dentro das casas precrias daquelas terras, afinal de contas, o que seria pior que viver nas sombras de Dartana?

Outros ainda iam como mrtires, com o nico desejo de salvar os que ficavam para trs, sorrindo na despedida, repetindo as feiticeiras e prometendo um amanh melhor como consolo. Contudo, existia o medo que fazia com que muitos se encolhessem, assustados, pois sabiam que do Porto de Batalha no havia retorno. Uma vez que marchassem para o Combatheon, jamais voltariam a ver sua gente de novo.

Ningum tinha voltado aps atravessar aquela luz para confirmar que tudo o que diziam as feiticeiras era verdade. Marchar atrs do deus de guerra era um ato de f. Os escolhidos sabiam que estariam apartados para sempre. Ainda que habitando um mundo triste, bastava viver e ter amigos para se apegar at mesmo misria. Muitos tinham medo e por isso, quando as feiticeiras de Dartana sentiam a chegada de um deus e organizavam aquelas audincias em que escolhiam os que precisavam marchar para o Combatheon, eles se escondiam, choravam e no queriam ir.

Para a sorte de Dartana e de seu novo exrcito maltrapilho, a maioria dos coraes no aceitava viver nas trevas do conhecimento, no se vergava diante da responsabilidade imposta pelo destino, seguindo como um rebanho imenso, resignado, sabendo que no podia deixar o deus de guerra marchar sem um suporte condizente a suas costas. Sabiam que quanto mais dartanas marchassem, maiores seriam as chances de xito, e at mesmo as feiticeiras comeavam a enfraquecer e a temer jamais verem um deus colosso levantar-se da piscina do Hangar, naquela terra onde foram eleitas para ser as interlocutoras das divindades.

Ento, nessas ocasies de julgamento e escolha, as feiticeiras ficavam concentradas, silenciosas, seus olhos buscavam os melhores candidatos, os mais fortes e vistosos, os que poderiam alimentar a esperana como gordura nos candeeiros de Dartana. Talvez tenha sido por isso que o dedo de uma delas levantou-se e apontou para Thaidena, fazendo o sangue da jovem gelar nas veias ao ver o chamuscar brilhante amarelado nos olhos da feiticeira que lhe encarava.

Thaidena segurou forte o brao do namorado Parten e balanou a cabea negativamente.

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Voc, filha de Dartana. Voc ir marchar atrs de seu deus. Ir honrar nossa terra e trazer luz ao nosso mundo disse a feiticeira-mestra. Thaidena ainda estava com o ar preso na garganta e ento olhou para Parten, que balanava a cabea negativamente. Quando o deus chegar, voc ser um de nossos soldados, menina de Dartana. No, senhora! Ela no vai! Ela no sabe lutar, nunca treinou com armas. Os olhos amarelados da feiticeira convergiram para o jovem ao lado da menina. No fale por mim, Parten!

Tenho medo de ir atravs da luz do Porto de Batalha, mas meu maior medo ficar e no ajudar minha gente. A feiticeira sorriu e continuou olhando para os dois. Ela tem que ficar aqui comigo, senhora. No nos separe! Thaidena afastou Parten dela. Eu tenho que ir, Parten! Fui escolhida. Eu vou! Parten baixou a cabea consternado e balanou-a negativamente.

Voc no tem que ir, Thaidena. Ningum obrigado. Nosso exrcito vai precisar de toda ajuda possvel. No vou me perdoar se ficar e nosso deus de guerra for vencido. Muito bem dito, menina guerreira. A glria de Dartana est nesta jornada disse Tazziat. Meus olhos brilharam ao encontrar com os teus olhos, filha.

Certamente h de fazer algo importante em benefcio de nosso deus, em glria aos filhos de Dartana. No sei lutar, no sei combater, mas darei minha vida a nosso deus de guerra se for preciso. Tazziat sorriu, enquanto Parten fechou o rosto. Thaidena se aproximou do namorado para apazigu-lo, mas foi repelida.

Consternado, o rapaz deixou a fila do Hangar, abandonando a feiticeira e a namorada para trs. Eu te chamei aqui porque no quero falar disso por telefone. Acho que temos que encarar isso juntos disse lvaro, com a voz sussurrada. Glaucia olhou para o corredor aps a sala grande do irmo.

As luzes estavam apagadas e as portas dos quartos estavam fechadas. Suspirou e tornou a encarar o rosto srio de lvaro debaixo de um spot de lmpada acesa na sala. Ele era sempre assim, pesado e preocupado. Costumava fazer tempestades em copo dgua. Se voc esperou a Doralice dormir pra gente conversar, s posso supor que seja por causa dela. Ela te disse alguma coisa estranha esses dias? Agiu esquisito? Glaucia franziu a boca para baixo num esgar e levantou os ombros.

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Foi at a bancada e pressionou o boto da cafeteira que emitiu um estalo enquanto a gua esquentava. Nada de mais. Por qu? O relgio de ponteiros da sala se movia e mesmo o seu rudo baixo podia ser ouvido pelos dois irmos. Uma fresta de luz da lua entrava pela janela da larga varanda, vencendo a cortina cerrada, iluminando parcialmente a superfcie dourada de um telescpio bojudo num trip.

O resto da grande sala permanecia na penumbra, acolhendo a intriga dos irmos. Ela disse, outro dia, que tem uma deusa falando com ela.

Glaucia mordiscou o lbio. Agora sabia por que estava ali. Sabia por que todo aquele drama do irmo. Suspirou fundo e encarou lvaro enquanto ele se sentava a sua frente. Ela bebericou seu caf quente e no disse nada. Falou que sonhou com uma deusa e que uma deusa falou com ela. A mdica balanou a cabea em sinal positivo. Acredito, lvaro. Ela assiste de tudo na internet, sei l. Talvez esteja curiosa, s isso. No me venha com essa conversa de curiosa, Glaucia.

A gente tem que ficar esperto nesse papo dela. Eu no quero que acontea de novo. Espera a. Voc est sendo precipitado. Tenho que ser. Mais que isso, temos que ser, voc e eu disse ele, apontando para a irm.

Da ltima vez que no nos precipitamos, que deixamos o barco correr solto, deu no que deu. Deu no que deu? Nosso irmo se matou, lvaro. Se mataram, na verdade.

Ele e a me da Dorinha. Voc disse deu no que deu. Isso muito mais do que deu no que deu. De dizer que estava seguindo um deus de sei l de onde! Essa pirao! Eu acho que coincidncia, lvaro. Acho que ela s est curiosa. Est com saudades. Queria ter um pai e uma me ao lado dela. Quer saber mais deles. Voc no ia querer? Faz tempo que ela no implica com isso nem pergunta nada. Glaucia de novo torceu os lbios. Que foi? Conheo essa sua cara disse o irmo, colocando uma dose de usque no copo.

Quando a levei no cinema no comeo da semana, ela perguntou se eu acreditava em Deus, o que era Deus, essas coisas que as crianas perguntam. Glaucia tomou mais um gole de caf e coou a cabea. Mas no me disse nada de estar ouvindo uma voz. Queria que voc a levasse at a universidade e fizesse um exame na cabea dela.

No estou gostando disso. No tem nada de errado com ela, lvaro. Sua sobrinha s est curiosa, s isso. Se eu pudesse mudar uma coisa no mundo ia mudar isso. Ia acabar com tudo. Essa histria ridcula de entregar sua vida para uma coisa que no existe no me desce pela garganta.

Voc est sendo extremo. A f uma coisa bonita. Existe em nossa cultura desde que o primeiro homem existiu. Mas tem mais gente fazendo merda com isso do que coisas boas. Esses pastores que roubam o dinheiro do povo, iludem, dizendo que Deus est cuidando delas em troca de dinheiro. E eles so caf pequeno, o Estado domina as pessoas atravs de suas crenas.

As pessoas precisam acreditar em alguma coisa alm disso aqui, lvaro. A vida horrvel e sem propsito. Eu queria acreditar como nosso irmo acreditava. A vida no pode ser s isso, enlouquecedor. Nosso irmo achou que era mais e foi muito pior. Dizia que ouvia e via por ele. No dei ouvidos, achei que era s mais uma mania do Renato, sempre cheio desses papos de esprito, de mentalizao. Como fui estpido! Glaucia estendeu a mo e segurou a do irmo.

No se culpe. Foi duro para todos ns. Eu tambm me senti mal por no escut-lo. Em no acreditar nele. Talvez eu e voc, que no acreditamos nessas coisas do outro mundo, talvez a gente que esteja errado, lvaro. Por mim, eu explodiria todas essas igrejas. Voc est precisando relaxar. Por que no vai pra praia com a nossa baixinha?

Ela ia adorar dar uma volta de lancha com o tio dela. Eu preferia que voc fizesse os exames. Se ela for igual a eles? Eu no suportaria perd-la porque no prestei ateno aos sinais de novo. O Renato e a Jssica sempre acreditaram em tudo, lvaro. Eles eram crentes, acreditavam em uma fora maior, em anjos, em foras que podiam atuar em nosso favor.

Nisso eu no acredito e nem quero acreditar. Somos ns, homens e mulheres, que fazemos nosso destino. Nosso irmo e nossa cunhada sofriam de esquizofrenia e deixamos isso passar. A Doralice, geneticamente, tem todas as chances de desenvolver esse quadro. No estou pedindo para voc acreditar em tudo isso. Mas, olha, posso parecer ridcula, mas sabe o que nosso irmo faria agora se fosse ele cuidando desse assunto?

Ia mandar rezar uma missa pra filha? Glaucia riu e balanou a cabea. Muito mais simples. Ia mandar a Dorinha na dona Dad. Dona Dad? De jeito nenhum! De onde tirou isso agora? Voc mdica, caralho! Seja lcida! O que a Dorinha precisa de um psiquiatra, do melhor psiquiatra que pudermos contratar. Para com isso, lvaro. Quantas vezes ns no fomos benzedeira da mame? Se sua soluo essa, pode ir embora agora. No quero Dorinha em contato com essa mulher nunca mais!

No quero perder Doralice para essas maluquices, para essas alienaes religiosas. Ela inteligente demais para se contaminar com isso. Me admira muito voc vir com uma soluo dessas! Glaucia deu de ombros. Preferia agir de outra forma. No queria ver a sobrinha, ainda criana, s voltas com medicao pesada. Seu irmo nunca tinha sido diagnosticado como esquizofrnico.

Faltavam muitos sintomas para enquadr-lo definitivamente nessa doena. A morte de Renato e da esposa ainda era um ponto que evitavam debater e relembrar. Era doloroso demais. Jeliath conduzia as haitas ao longo do rio. Se nenhum outro pastor tivesse levado suas desgarradas, elas poderiam estar por ali, em algum lugar, vagando e pastando. Seguiria at o meio do dia beira do rio e depois se afastaria, para o mesmo ponto, ao sop do monte, onde tinha ido buscar as pedras de fazer fogo na tarde anterior.

Tinha seguido aquelas desgarradas desde a alvorada, quando escutou balidos depois do morro ao se banhar no rio. Ia tocando-as com a ajuda de um basto longo e flexvel e mantendo os olhos no cu. J tinha visto dois imensos karanklos sobrevoando o alto das rvores. Bastava uma distrao margem da gua para que as aves descessem e levassem mais uma delas. Os karanklos eram to fortes que Jeliath j tinha escutado mais de uma histria em que os famintos bicudos desciam das nuvens e levavam crianas apanhadas no sono, s margens do rio Massar.

Eram aves temidas e sua presena persistente sobrevoando uma casa era sinal de m sorte. Diziam que a morte era o cheiro favorito daquelas aves. As haitas faziam barulho, saltitando num fio dgua raso que escapava pela beira do Massar, onde se formava uma piscina muito procurada pelos pequenos que gostavam de brincar e se refrescar.

Os caminhos vazios confirmavam a conversa que Jeliath tivera com a me na noite anterior. Elas j estavam escolhendo. A me Zelay la tinha escutado no rio que muitos j estavam em Daargrad para serem vistos e escolhidos.

Jeliath jantou calado o ensopado, mas ele sabia o que ela queria. Ela queria que a conversa se estendesse e que ele comentasse o seu desejo de se juntar ao exrcito dos crentes. A me no sabia, mas o rapaz j tinha tomado sua deciso h muito tempo. Sua me estava envelhecendo e a perna dela no sarava nem mesmo na poca em que as feiticeiras ainda tinham os passes de luz. Os preparos de ervas que elas deixavam amenizavam a dor no joelho, mas no bastavam para sarar. Como o mistrio do Mal do Peito, algumas doenas no eram curadas pelas feiticeiras.

Seus feitios tambm pareciam enfraquecer medida que a lembrana do ltimo deus de guerra se distanciava, quanto mais um deus de guerra demorava para voltar, mais fracas as feiticeiras pareciam. Jeliath no poderia deixar sua me lanada prpria sorte naquele mundo. O jovem pastor abaixou-se s margens do Massar e encheu a palma da mo com gua, sorvendo o lquido fresco. As haitas continuavam subindo, mascando grama, quando ele se ajoelhou mais e enfiou as duas mos, fazendo a gua molhar seus cabelos e tambm a nuca.

O dia seria quente para todos em Dartana. Quando se levantou e voltou a seguir seu bando, tocou-as com a vara, fazendo-as se desviarem de um estreito de pedras que adentrava a floresta. A maioria continuava seguindo a margem e subindo, rumo ao alto, caminho pelo qual se seguisse por mais uma hora e meia alcanaria o ninho de pedras de fazer fogo onde tinha feito sua ltima colheita.

Notou que trs delas comiam lassins, pequenas frutas roxas e bastante sem graa para os dartanas, mas que agradavam as haitas e que, numa certa poca do ms, os animais perseguiam com maior frequncia. Ningum sabia explicar. As fmeas iam atrs das lassins e ficavam se esfregando em seus ramos, algumas chegavam at a se prender nos arbustos, subindo nos galhos, pois passavam horas esfregando a cabea e o pelo espesso nas frutas mais maduras. Era divertido observ-las fazer isso e suas consequncias.

Elas no pareciam querer comer as frutas, apenas se lambuzavam com as mais maduras e roxas, pintando todo seu pelo. Os pastores brincavam que elas entravam na poca das haitas roxas. No eram todas, duas ou trs num bando, mas deixavam todos os machos doidos, porque depois de lambuzadas elas voltavam e se deixavam lamber pelos machos at que toda a gosma da fruta fosse retirada, ficando com os pelos lisos e brancos mais uma vez.

Vencia a festa da lambeo o macho haita mais afoito ou com o par de chifres maior. Os criadores de haitas no sabiam a razo daquela mudana de tempos em tempos, mas sabiam que era uma coisa to antiga quanto Bara aparecer e sumir no cu de Dartana.

Foi pensando sobre o roxo das haitas fmeas, nesse costume curioso e no caminho que aquelas duas mais teimosas faziam, que Jeliath teve um estalo. Agarrou mais firme o cajado e afastou as duas da trilha, obrigando-as a subirem o rio com o resto do rebanho, enquanto ele parou ali no comeo da trilha e, num lampejo ainda maior de raciocnio, perguntou-se se as haitas sumidas no tinham seguido aquela trilha na tarde anterior buscando arbustos de lassins com frutas maiores e mais cheirosas, enquanto ele sonhava com as pedras de fazer fogo.

Maguila puxou a mochila de Rafael e arremessou pela escadaria. Ela abriu no meio do caminho, deixando um rastro de cadernos e apostilas pelos degraus. Larga ele! Maguila puxou a camiseta de Rafael pelo pescoço, deixando-o com o dorso nu. Olha isso, Bisma! É só pele e osso. Maguila começou a rir e Rafael baixou a cabeça. Some da minha frente, Ossinho! Maguila parou ao lado de Renata, que estava com o rosto vermelho e exaltada. Eu vou te denunciar para a polícia!

Com a cara mais calma do mundo, Maguila deu de ombros. Seus covardes! Os dois moleques se afastaram enquanto Rafael ficava de quatro, pegando sua camiseta e a vestindo sobre os arranhões nas costas e costelas.

Ai gemeu o menino. A bochecha de Rafael sangrava, pois ele havia batido contra a quina de um degrau. Eu dou um jeito nisso. Depois, mancando, foi até uma torneira da praça e a abriu, lavando o rosto e o cotovelo, que também tinha sido arranhado e sangrava um pouquinho.

Rafa, você tem que falar com a diretora. Aí parece até que ela tem uma bola de cristal e vem direto em mim, como uma bruxa. A diretora é obrigada a tomar uma providência, fazer alguma coisa.

E eu sei por quê. E adivinha quem é que corta o cabelo da diretora Suzana? Exato, Rê! Tou de saco cheio disso! Parece que tou num beco sem saída! Você ouviu? Mas ele pode estar blefando. Rafael estava com os olhos vermelhos e pronto para chorar de novo.

Ele era forte, ele me ensinava caratê. Ele nunca ia deixar esses moleques Eu te entendo. Renata abraçou Rafael apertado e deu um beijo em sua boca. Rafael arregalou os olhos, surpreso com o beijo. Renata ficou vermelha. Eu nunca tinha beijado na boca. Eu gostei. Gostei muito. Eu nunca teria coragem de te beijar, mesmo te achando a menina mais bonita da escola.

Você tem que falar com a diretora. Ela é obrigada pela lei a te proteger dentro da escola. Você tem que fazer alguma coisa para se defender, eu tou falando sério.

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Renata correu até o banco, pegou a sua bolsa e saiu em disparada pela rua. Uma proximidade quente e gostosa. Uma coisa que fazia a barriga girar gelada e a dor em sua bochecha praticamente desaparecer. O pequeno suspirou sem entender que os adultos também tinham medo, como as crianças, mas de bichos diferentes. Tinham medo do gerente do banco e das taxas de cheque especial.

Tinham medo das parcelas atrasadas da casa própria ou medo de faltar grana para baixar comida no fim do mês. Antes de ir dormir, Rafael pensou em acordar Beto para desabafar, mas sabia que o mais próximo de um afago que receberia seria um novo cascudo. Ele dormia sem problemas. Rafa suspirou fundo.

Tinha escutado mais os seus conselhos. O menino deitou-se na cama e cobriu a cabeça com o lençol. Ele ouvia Maguila repetindo aquele apelido odioso o tempo todo. Ei, Ossinho! Olha o frangote, é puro osso!. Rafael deu outro suspiro pensando consigo mesmo que estava só se enganando. No entanto ele sempre travava, ou na impossibilidade de reunir todos os ingredientes daqueles feitiços sombrios ou no medo do que poderia acontecer depois que certas portas fossem abertas.

Seria a mesma coisa que o Brian Zaitsev deixar a Kate defendê-lo o tempo todo dos zumbis. Inspirou fundo, determinado a encontrar um ritual que pudesse trazer o seu pai do mundo dos mortos.

Logo um halo de luz se formou sob o tecido esticado.

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Rafael olhava para a tela brilhante do celular. O aplicativo que a Renata tinha mostrado era Rafael esgueirou-se para fora da cama e ficou olhando para Beto, que ressonava. Ela também dormia profundamente. O garoto andou na ponta dos pés até a cozinha e abriu a gaveta de toalhas de mesa. A toalha branca estava por baixo de todas, bem onde ela a escondeu a olhos vistos.

Retirou a toalha xadrez e puída da mesa e estendeu a toalha branca novamente. Foi até outra gaveta e pegou uma vela branca, que foi acesa, e a luz da cozinha apagada. De repente a cozinha parecia mais escura e fria. Ele estava ali. Olhou para o copo. Pai, é você? Eu preciso de ajuda. Eu preciso de você. Me escuta onde quer que você esteja. Rafael continuou com os olhos no copo.

Rafael sentia-se frustrado e sozinho. Pai, me escuta. É seu filho, Rafael. O copo deslizou pela toalha, renovando as esperanças de Rafael. Ele correu livre pela toalha até parar sobre a letra d.

Depois foi para a letra h. Rafael, munido de um bloquinho, começou a anotar o recado do além, viesse ele de onde viesse. E quando o copo parou, como na experiência anterior, deixou a ele apenas aquele enigma, sem nada responder. O que isso quer dizer? Rafael apagou a vela e destrancou a porta da cozinha. Como tinha feito na noite anterior, envolveu o copo em um pano para abafar o barulho e deu uma martelada em sua superfície, desfazendo o casulo que poderia manter aquele espírito visitante preso a sua casa.

O ritual terminava com os cacos de vidro indo para a lixeira. O lençol parecia a blindagem do T para o mundo. Começava igual à outra. Iluminou com o celular e ficou olhando para as duas fileiras. Era uma cópia. Era a mesma mensagem.

André Vianco. Estrela da Manhã. 7 nomes. 7 dias. 7 mortes.

O que aquele espírito mudo queria lhe dizer? Foram para a tela do dispositivo. O smartphone, com o sinal de wi-fi conectado. Estava procurando a resposta no lugar errado. Um meio-termo. Na primeira tentativa nada frutificou, retornando uma mensagem de link quebrado. Ele poderia acordar Beto para dar uma olhada naquilo. Certamente desvendaria aquele tipo de endereço, caso ele se entusiasmasse com o Dedico este livro a todas as pessoas que admiram e valorizam a delicadeza das crianças! Me chamo Carol, mas prefiro que me chamem de Cacau, além de ser um apelido que acho carinhoso,.

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